La Força Expedicionária Brasileira a Barga. Quella battaglia dimenticata…

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Il 30 e 31 ottobre ricorreva l’anniversario della battaglia che avvenne sulle nostre montagne tra i “Pracinhas” brasiliani della Força Expedicionária Brasileira (F.E.B.) e le truppe tedesche. Fu il primo scontro in cui furono impegnati i militari brasiliani impegnati sul fronte italiana della seconda guerra mondiale con gli alleati. Una battaglia, quella, e una presenza in generale, fino a pochi anni fa quasi completamente dimenticata.

Ce ne parla con un articolo, rivisto per la parte italiana da Sara Moscardini, Luìs Carlos Romoli de Oliveira, il regista brasiliano che ha realizzato gli anni scorsi un interessante documentario sulla Forza di Spedizione Brasiliana dal titolo “O Aliado esquecido” (L’alleato dimenticato) che ricostruisce appunto la storia della partecipazione dell’esercito brasiliano alla Seconda Guerra Mondiale. L’obiettivo è quello di ricordare una storia come detto dimenticata; anche a Barga molti non sanno ancora che furono proprio i brasiliani ad entrare per primi nella cittadina.

Il regista de Oliveira ha realizzato per l’occasione anche una pagina Facebook, dove sono pubblicate anche le foto che trovate in questo articolo e che ricostruiscono il plastico della situazione delle forze in campo al momento della battaglia


(Traduzione all’Italiano nella continuazione del testo in Portoghese)
(English translation at the end of the Italian text)

Neste mesmo dia e nesta mesma hora há 72 anos atrás, em 1944, transcorria ferozmente a primeira grande batalha da Força Expedicionária Brasileira em terras da Itália contra as tropas Nazi-Fascistas nas montanhas adjacentes à cidade medieval de Barga, no vale do Rio Serchio, libertada pelas mesmas tropas brasileiras duas semanas antes quando ainda estava ocupada pelos soldados alemães. Nada mais justo do que prestarmos esta singela homenagem postando hoje, aniversário da batalha, fotos de nossa primeira maquete recém executada para explicar em detalhes cada uma das grandes batalhas da FEB em solo italiano.
Vale notar que esta primeira grande batalha da FEB já foi quase esquecida da história: Comemora-se anualmente a liberação pela FEB de Massarosa e Camaiore na costa da Versilia, aproximadamente 30 Km ao sul de Barga, e as cidades do Vale do Reno, como Montese, a uns 60 Km a oeste, mas esta grande e importante batalha de Sommocolonia aos poucos vai se perdendo na história da FEB e hoje em dia poucos são aqueles moradores de Barga e adjacências que se recordam que foram os pracinhas brasileiros que liberaram sua cidade e suas famílias do jugo nazista… Uns poucos dias antes da FEB ter expulsado os alemães de Barga e de todo o vale do rio Serchio até aqui, as tropas SS Nazistas tinham fuzilado e queimado centenas de habitantes –na maioria mulheres, crianças e anciães– em uma cidade muito próxima de Barga, Sant’Anna di Stazema, em sua vingança rancorosa contra a população civil italiana.
Muitos habitantes locais ao se referirem à liberação de Barga, Galicano, Fornaci, Correglia e tantos outros povoados vizinhos, lembram-se quase que automaticamente dos soldados negros da Divisão Buffalo Norte-Americana como os libertadores de suas cidades e suas famílias. Apenas alguns mais velhos e os estudiosos do assunto se lembram dos pracinhas da FEB como os libertadores de suas cidades e povoações.
Não se pode culpar os habitantes locais por este esquecimento ou confusão entre quem realmente libertou as cidades do Vale do rio Serchio. Normalmente eles se referem aos libertadores como “os soldados negros da Buffalo” confundindo que nas tropas aliadas do V Exército USA onde se engajavam os “buffalo”e os “pracinhas” brasileiros tinham soldados negros também nas tropas brasileiras.
Além de soldados da Força Expedicionária Brasileira e da Divisão Buffalo Norte-Americana vestirem fardas absolutamente iguais exceto o distintivo no braço esquerdo, vale também anotar a longa e efetiva campanha de resgate da memória da campanha dos soldados da Buffalo nestas localidades, efetuada por muitos de seus veteranos soldados no pós guerra e até mesmo por produtores cinematográficos como Spyke Lee que produziu um longa metragem contando a história do massacre de Sant’Anna di Stazema encenado por figurantes de soldados Buffalo, que foram os primeiros a chegar naquela cidade após o horrendo massacre de civis.
Não bastasse isso, apenas há poucos anos as autoridades brasileiras se empenham em marcar a historia da FEB no local e em 30 de outubro de 2013 foi descerrada uma placa comemorativa alusiva à presença dos soldados brasileiros em Sommocolonia nesta grande batalha de 30/10/44.
Apesar da maquete ter saído do forno apenas há poucas horas atrás, acreditamos que este evento importante na história da FEB possa agora ser melhor entendido com os detalhes realísticos e o grafismo explicativo. Em nosso video documentário estas explicações serão animadas, tornando a percepção das dificuldades e a compreensão dos acontecimentos muito mais fáceis.
Para encerrar:
Os pinos multicoloridos intercalados (azul, amarelo e verde) da primeira linha representam a linha ofensiva da FEB em 29 de Outubro de 1944.
Os pinos brancos, azuis, amarelos e verdes agrupados, representam as quatro Companhias do Primeiro Batalhão do Sexto Regimento de Infantaria, que atacaram as posições Niza-Fascistas da famosa Linha Gótica em 30/10/44 pela primeira vez e surpreendentemente aprofundaram numa frente de aproximadamente 3 Km.
Os pinos vermelhos juntos aos pinos da FEB representam o contra-ataque alemão do dia 31 de Outubro e os pinos vermelhos e pretos da retaguarda significam a linha de retaguarda da Linha Gótica, que permaneceu intransponível até o fim da guerra.
Sugestão: Para entenderem o desenrolar desta batalha em pormenores impressionantes, leiam o livro escrito in-loco pelo Tenente Expedicionário José Gonçalves, comandante do Primeiro Pelotão do Primeiro Batalhão do Sexto Regimento de Infantaria, o “Regimento Ipiranga”, participante ativo desta batalha. O livro se chama “Irmãos de Armas” ISBN 85-7594-044-9.
Esta maquete é dedicada ao Tenente José Gonçalves que com sua narrativa lúcida e experiente deixou gravado para a história os acontecimentos daqueles dias em 1944…


Versione in Italiano. (Revisione testo: Sara Moscardini)

In questo stesso giorno, il 30 Ottobre, e queste stesse ore di 72 anni fa nel 1944, è avvenuta la prima grande battaglia delle Forze di Spedizione Brasiliana in terra d’Italia contro le truppe nazifasciste nelle montagne adiacenti alla città medievale di Barga, nella valle del fiume Serchio, che era stata liberata dalle stesse truppe brasiliane tre settimane prima, quando era ancora occupata dai soldati tedeschi. Niente di più giusto rendere questo semplice omaggio, postando oggi — l’anniversario della battaglia– alcune foto del nostro primo plastico di recente realizzato per spiegare in dettaglio ciascuna delle principali battaglie della FEB sul suolo italiano.
Vale la pena notare che questa prima grande battaglia della FEB è stata quasi dimenticata nella storia: noi ogni anno celebriamo la Liberazione da parte delle truppe del FEB da Massarosa e Camaiore, sulla costa della Versilia, a circa 30 km a sud di Barga, e delle città della valle del Reno, come Montese, a circa 60 km in linea d’aria a ovest, ma questa grande e importante battaglia nelle colline di Sommocolonia si è persa lentamente nella storia della FEB e oggi pochi sono gli abitanti di Barga e dintorni a ricordarsi che furono i soldati brasiliani a liberare la loro città e le loro famiglie dall’occupazione nazista…
Poche settimane prima che la FEB avesse cacciato i tedeschi da Barga e da tutta la valle del fiume Serchio, le truppe delle SS naziste avevano sparato e dato fuoco a centinaia di persone — soprattutto donne, bambini e anziani– in una cittadina molto vicina a Barga, Sant’Anna di Stazzema nella sua vendetta feroce contro i civili italiani.

Molti abitanti quando ci si riferisce alla liberazione di Barga, Gallicano, Fornaci, Coreglia e molte altre città vicine, ricordano quasi automaticamente i soldati di colore della Divisione Buffalo americana come liberatori delle loro città e delle loro famiglie. Solo alcuni più anziani e studiosi del soggetto ricordano della FEB come i liberatori delle loro città e paesi.
Non si può incolpare la gente del posto per questa dimenticanza o confusione tra chi ha veramente liberato le città della valle del fiume Serchio. Di solito si riferiscono ai liberatori come “i soldati neri della Buffalo” confondendo le truppe alleate della Quinta Armata USA dove erano impegnati la “buffalo” e i “pracinhas” brasiliani, mentre avevano soldati neri anche le truppe brasiliane.
Oltre a ciò bisogna sottolineare che i soldati della Forza di Spedizione Brasiliana e della Divisione Nord-Americana Buffalo usavano uniformi esattamente uguali –tranne il distintivo sul braccio sinistro– e la lunga ed efficace campagna di salvataggio della memoria dei Buffalo Soldiers in questi luoghi, eseguita da molti suoi soldati veterani in post-guerra, e anche da parte dei produttori di film come Spyke Lee che ha prodotto un film che racconta la storia dell’eccidio a Sant’Anna di Stazzema messo in scena da attori che impersonavano dei soldati Buffalo, che sono stati i primi ad arrivare in quella città dopo il massacro orrendo di civili.
Non solo, solo pochi anni fa, le autorità brasiliane si sono impegnate a segnare la storia della FEB in loco e il 30 ottobre 2013 è stato svelato una targa commemorativa in omaggio alla presenza di truppe brasiliane a Sommocolonia in questa grande battaglia del 30 ottobre ’44.
Anche se il plastico ha lasciato il forno solo poche ore fa, riteniamo che questo importante evento nella storia del FEB può ora essere meglio compreso con dettagli realistici e grafica esplicativa. Nel nostro video documentario queste spiegazioni saranno animate, rendendo la percezione delle difficoltà e la comprensione di eventi molto più facilmente
Per terminare:
I perni interlacciati multicolori (blu, giallo e verde) della prima riga rappresentano la linea offensiva della FEB il 29 ottobre del 1944.
I perni in cluster, bianchi, blu, gialli e verdi, rappresentano le quattro Compagnie del Primo Battaglione, Sesto Reggimento di Fanteria brasiliano, che ha attaccato le posizioni Nazi-fasciste della famosa Linea Gotica il 30/10/44 per la prima volta e ha sorprendentemente sfondato per circa 3 Km.
I perni rossi insieme alle punte FEB rappresentano il contro-attacco tedesco del 31 ottobre e i perni rosse e neri posteriori significano la linea dietro la Linea Gotica, che rimase invalicabile fino alla fine della guerra.
Suggerimento: Per capire lo svolgersi di questa battaglia mozzafiato in dettaglio, leggete il libro scritto in diretta dal tenente spedizionario José Gonçalves, comandante del primo plotone del Primo battaglione, Sesto Reggimento di Fanteria, il “Regimento Ipiranga” partecipante attivo a questa battaglia. Il libro si chiama “Irmãos de Armas” ISBN 85-7594-044-9.
Questo modello è dedicato al tenente José Gonçalves che con la sua lucida e competente narrazione registra la storia gli eventi di quei giorni nel 1944 …

English Version

On this day, October 30, at the same time, 72 years ago in 1944, the first great battle of the Brazilian Expeditionary Force in Italy was fiercely fought against Nazi-Fascist troops in the mountains close to Barga, in the Serchio River valley, which had been liberated by the same Brazilian troops three weeks before, when it was still occupied by German soldiers. Today we want nothing more than to pay a simple tribute on this 72nd anniversary by posting photos of models, showing in detail, each of the major battles by the FEB on Italian soil.
It is worth noting that this first great battle of the FEB has almost been forgotten by history. We, however, annually celebrate the liberation by the FEB troops of Massarosa and Camaiore, on the coast of Versilia, about 30 km west of Barga and the towns of the Reno valley, such as Montese, about 60 km in a straight line to the east. But this large and important battle in the hills around Sommocolonia is slowly being lost in history and, today, there are only a few inhabitants of Barga and its surroundings to remember that they were Brazilian soldiers who liberated their town and families from Nazi occupation.
Just a few days before the FEB soldiers expelled the Germans from
Barga and the whole of the Serchio Valley, the Nazi troops executed and burned hundreds of people, especially women, children and old people in a town near to Barga, Sant’Anna di Stazeme, in their spiteful revenge against Italian civilians.
Many locals, when referring to the liberation of Barga, Gallicano, Fornaci di Barga, Coreglia and many other nearby towns and villages, almost automatically reminisce about the Afro-American soldiers of the American Buffalo Division as the liberators of their cities and families. Only some older people and researchers of the subject remember the FEB as liberators of their towns and villages. One cannot blame the locals for their forgetfulness or confusion about those who truly liberated the towns of the Serchio Valley. Usually they refer to the liberators as ‘the black Buffalo Soldiers, misunderstanding that in the Allied troops of the US Fifth American Division were not only committed North-American ‘buffalo’ and Brazilian ‘pracinas’ but also black Brazilian soldiers.

Besides that soldiers of the Brazilian Expeditionary Force and North American Buffalo Division used absolutely identical uniforms –except the badge on the left arm– it also has to be emphasized the long and effective campaign of rescue of the Buffalo Soldiers memory in these places, performed by many of their veteran soldiers in post-war times, and also by movie producers as Spyke Lee who has produced a film that tells the story of Sant’Anna di Stazema Massacre staged extra actors representing the Buffalo soldiers who were the first to arrive in that city after the horrific genocide of civilians.
Not only that, a few years ago, the Brazilian authorities have undertaken to mark the history of the FEB in-site and on 30th October 2013 when was unveiled an allusive plaque in honor to the Brazilian troops in Sommocolonia in this great battle of 30th October.
Although the model has left the oven just a few hours ago, we believe that this important event in the history of FEB’s campaign in Italy can now be better understood with realistic graphics and explanatory details. In our video documentary these explanations will be animated, making the perception of difficulty and understanding of events much easier.
To finish:
The multicolored interlaced pins (blue, yellow and green) of the first row are the offensive line FEB 29 October 1944.
Clustered pins, white, blue, yellow and green, represent the four companies of the First Battalion, Sixth Infantry Regiment of the Brazilian Foce, who attacked the Nazi-fascist positions of the famous Gothic Line on 30/10/44 for the first time and have surprisingly depth for about 3 Km.
Red pins pointing against the FEB Battalion pins represent the German counter-attack of October 31st and the red and blacks pins in the rear mean the last fortified line of the Gothic Line, which remained impassable until the end of the war.
Tip: To understand the unfolding of this battle in stunning detail, please read the book written in place by Expeditionary Lieutenant José Gonçalves, commander of the First Platoon of the First Battalion, Sixth Infantry Regiment, the “Regiment Ipiranga” active participant in this battle. The book is called “Irmãos de Armas” ISBN 85-7594-044-9.
This model is dedicated to Lieutenant José Gonçalves who with his lucid and competent storytelling recorded for history the events of those days in 1944 …

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Commenti

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  1. “Cobras Fumantes eterna é sua vitória”

    Saudações do Brasil!

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